PROJETO: ATLAS DA SAÚDE
O termo "Geographic Information Systems" (GIS) foi adicionado ao MeSH (PubMed) em 2003, um passo que reflete a importância e o uso crescente do GIS em saúde e pesquisa e práticas em serviços de saúde. Os GIS têm muito mais a oferecer do que as funções da cartografia digital (mapas).
A partir da perspectiva de saúde comunitária, os GIS podem potencialmente agir como poderosos instrumentos baseados em evidência para detecção e solução precoce de problemas. Quando adequadamente utilizado, os GIS podem informar e educar (profissionais e público), embasar a tomada de decisão em todos os níveis, ajudar no planejamento e ajuste de ações clínica e custo efetivas, em predizer os desfechos antes de qualquer compromisso financeiro e estabelecer prioridades num ambiente de recursos limitados, modificar práticas e monitorar e analisar continuamente estas mudanças.
O planejamento de saúde para a população tem como objetivo a melhoria das condições de saúde de toda a população e reduzir a iniqüidade em saúde entre os diversos grupos populacionais. Os fatores socioeconômicos têm sido reconhecidos como importantes determinantes de muitos aspectos do status e causas de iniqüidade na saúde. O conhecimento das características socioeconômicas de determinada região é necessário para a correta identificação de suas necessidades particulares em saúde.
A integração cuidadosa deste conhecimento no planejamento das atividades em saúde é necessária para assegurar que o planejamento e oferecimento de serviços estão adequados para as características específicas de determinada região.
No projeto Atlas da Saúde procuramos agregar em um instrumento de georeferenciamento o conhecimento das condições socioeconômicas das regiões estudadas, baseado na composição de bancos de dados, a oferta de serviços de saúde, dados geográficos (rios, parques, etc.), dados populacionais (idade, sexo etc) e a estimativa de demanda por serviços de saúde. Assim, questões ou objetivos específicos em saúde podem ter suporte para planejamento, monitoração, estabelecimento de prioridades e tomada de decisão de um instrumento com múltiplas camadas de informação e localização espacial.
O Atlas da Saúde do Município de São Paulo visa apresentar:
- A distribuição espacial da Rede de Serviços de Saúde no Município e sua infra-estrutura.
- A distribuição espacial da ocorrência de doenças e fatores de risco, a partir do geo-referenciamento, detectando as influências dos aspectos regionais (desenvolvimento cultural e sócio-econômico), estágio de vida e outros aspectos.
- A Integração espacial entre doenças e Rede de Serviços de Saúde gerando o conceito de oferta e demanda.
Algumas conclusões:
- As Doenças do Aparelho Circulatório constituem a principal causa de morte no Brasil.
- Dentre as principais causas do Aparelho Circulatório, as Doenças Isquêmicas do Coração (DIC) e as Doenças Cérebro Vasculares (AVC) apresentam distribuição heterogênea nas regiões brasileiras representando a primeira causa no Brasil e nas principais regiões - Norte e Nordeste - menos desenvolvidas.
- A capital paulista é um dos municípios mais complexos seja na perspectiva da ocupação do espaço urbano, seja na diversidade e complexidade dos serviços de saúde oferecidos para sua população.
- O Atlas da Saúde do Município de São Paulo surge como uma ferramenta de gestão, impactando na aplicação de recursos na saúde, através de um modelo que poderá ser adaptado a outras regiões do país.
Grupo de Trabalho
Prefeito do Município de São Paulo
Gilberto Kassab
Secretária de Saúde do Município de São Paulo
Januario Montone
Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein
Dr. Claudio Luiz Lottenberg
Coordenação Técnica: Bento Cardoso dos Santos, Osvaldo Antonio Donnini (Secretaria de Saúde - MSP), Miguel Cendoroglo.
Consultoria Estátistica: Sueli Daffre Carvalho (SD&W), Sheila Bertoldi Dresdi (SD&W) e Eliane Shizue Miyashiro (SD&W).
Colaboradores: Denise Schout - HIAE, Alberto Alves Oliveira - Secretaria de Saúde - MSP, Rogério Araújo Medeiros - Secretaria de Saúde - MSP, Isaura Cristina Soares de Miranda - Secretaria de Saúde - MSP, Dr. Ayrton Roberto Massaro - UNIFESP, Dr. Alexandre Pieri - HIAE, Dr. Antonio Capone Neto - HIAE, Adriana Serra Cypriano - HIAE, Lia Sterman Heimann - HIAE, Marcia Regina P. Makdisse - HIAE, Elias Knobel - HIAE, Eliezer Silva - HIAE, Nelson Akamine - HIAE, Eric Roger Wroclawski - HIAE, Joao Roberto de Sá - HIAE, José Ben-Hur Ferraz Neto - HIAE, Fernando Morgadinho S. Coelho - HIAE, Luiz Bloch - Secretaria de Planejamento - MSP, Laurindo - Secretaria de Planejamento - MSP, João José de Carvalho - Hospital Geral de Fortaleza, Paulo Ricardo Ishibashi - HIAE, Dr. Luiz Vicente Rizzo - IIEPAE, Sandra Oyafuso Kina - IIEPAE, Fabio Takeuti - IIEPAE.
